Aumenta acesso ao ensino superior, mas desigualdade de raça permanece

Educação Ensino superior

Apenas 9,6% dos jovens pretos e pardos estão no ensino superior, em relação a 22% dos brancos.

Estudantes de ensino médio Foto: Milton Michida/A2Fotografia

Nos últimos dez anos, o acesso dos jovens ao ensino superior cresceu. Em relação à população de 18 a 24 anos, a proporção que frequentava o ensino superior era de 9,8% em 2002 e aumentou para 15,1% em 2012. Do total de estudantes nessa faixa etária (6,6 milhões), 52% estavam no nível superior. A taxa de frequência escolar de adolescentes de 15 a 17 anos no nível educacional adequado à idade subiu de 40,0% em 2002 para 54,0% em 2012. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira.

A desigualdade por cor ou raça permanece em 2012: enquanto 66,6% do total de estudantes brancos de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, 37,4% dos estudantes pretos ou pardos cursavam o mesmo nível. Essa proporção ainda é menor do que o patamar alcançado pelos jovens brancos dez anos antes (43,4%). Em 2002, somente 12,2% dos estudantes pretos e pardos de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior. Em relação ao total de jovens de 18 a 24 anos, 22% dos brancos estão no ensino superior, enquanto apenas 9,6% dos pretos e pardos.

A escolaridade média da população de 25 anos ou mais de idade aumentou de 2002 a 2012, passando de 6,1 para 7,6 anos de estudo completos, sendo que 40,1% das pessoas dessa faixa etária alcançaram 11 anos de estudo ou mais. O incremento de escolaridade foi mais intenso para os 20% “mais pobres”, cujo aumento foi de 58%, enquanto os 20% “mais ricos” apresentaram uma elevação de 10% na média de anos de estudo entre 2002 e 2012.

Geração canguru

O prolongamento da convivência familiar entre pais e filhos é um fenômeno social com importância crescente nos últimos anos. O termo “geração canguru” é utilizado para designar os jovens dessa faixa etária que vivem com os pais. No período de 2002 a 2012, a proporção de jovens na faixa etária de 25 a 34 anos que moravam com os pais passou de aproximadamente 20% para 24% no Brasil. Cerca de 60% dos jovens nesta condição eram homens e 40% mulheres. Do total de arranjos familiares com parentesco, cerca de 10% tinham jovens entre 25 e 34 anos na condição de filhos. Para as famílias com renda familiar per capita de até 1/2 salário mínimo, esta proporção foi de 6,6%, sendo maior para famílias com renda mais elevada, chegando a 15,3% naquelas na faixa de 2 a 5 salários mínimos per capita.

(Fonte: IBGE)

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