Estudantes podem se inscrever para prêmio sobre igualdade de gênero

Mobilização

Objetivo é estimular a reflexão sobre as desigualdades existentes entre mulheres e homens, com as abordagens de raça, etnia, geração, sexualidade e classe social

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Da Agência Brasil

O prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, que é entregue pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Educação e a ONU Mulheres, abriu esta semana as inscrições para a décima edição.  Escolas, estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação poderão inscrever trabalhos até 28 de novembro de 2014, no site www.igualdadedegenero.cnpq.br.

Na categoria Ensino Médio, podem participar candidatas/os que estejam regularmente matriculadas/os em escolas públicas ou privadas, reconhecidas pelo MEC, ou em escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Nessa categoria, estudantes devem apresentar redações que falem sobre desigualdades existentes entre homens e mulheres em nosso país, contemplando suas interseções com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade. Em uma primeira etapa, será selecionada a melhor redação por unidade da federação, que ganhará um computador. Depois, serão escolhidas as três vencedoras nacionais, que ganharão um laptop e uma impressora.

Outras categorias que concorrem são: mestre ou estudante de doutorado; graduada/o, especialista ou estudante de mestrado; estudante de graduação; e Escola Promotora da Igualdade de Gênero.

Na segunda-feira, dia 2, estudantes dos ensinos médio e superior de escolas públicas e privadas receberam o 9º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Com uma disciplina voltada ao combate ao preconceito em todas as suas formas, o Centro de Ensino Fundamental 01 de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal, foi uma das 10 escolas premiadas. De acordo com o coordenador de diversidade da Coordenação Regional de Ensino de Planaltina, Alexandre Brito, a disciplina “Parte Diversificada” faz parte do currículo do DF, porém costuma tratar de folclore, ética e outros assuntos.

“Nosso projeto Diversidade na Escola é uma forma de continuarmos a luta para extirpar a homofobia, o racismo, a misoginia, o sexismo dos nossos alunos”, explicou Brito. “A gente começou a desmitificar algumas questões trabalhando com conceitos relacionados a gênero: o que é gênero, o que é identidade de gênero, o que é sexo biológico, para que a gente pudesse entrar na questão da orientação sexual e trabalhar todos os dilemas e as fobias relacionados”, explicou. Mais de mil estudantes da quinta à oitava série já passaram pela disciplina.

O colégio Georgete Eluan Kalume, de Rio Branco, também está entre os dez premiados. De acordo com o professor Hélio da Silva, o projeto Vivia e Não Via. Agora Vejo alfabetiza mulheres da comunidade, faz palestras sobre sexualidade e direitos das mulheres e organiza oficinas, como de bombons e artesanato, para mulheres da comunidade conseguirem informação e independência. “São mulheres sofridas, que já passaram por violência, dependentes do marido. Nós levamos essas mulheres para a escola para que elas vejam nesse ambiente um amparo”, explicou Silva.

Inicialmente, o projeto era voltado para as mães dos alunos, mas depois foi ampliado para as mulheres da comunidade que se interessassem. Com a integração entre as mães e a escola, foi percebido um aumento do interesse dos alunos pelo colégio e consequentemente o aumento do número de aprovações, refletido na nota da escola no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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