Evento debate violência contra a mulher no ambiente universitário

Mobilização

Seminário faz parte dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

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O relatório “Violência contra as mulheres na América Latina e no Caribe: Uma análise comparativa dos dados sobre a população de 12 países”, publicado em 2013 pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em colaboração com o Centro de Controle e Prevenção e Doença dos Estados Unidos (CDC), mostra que, em 12 países estudados da América Latina e do Caribe, entre 17 e 53% das mulheres entrevistadas afirmaram ter sofrido violência física ou sexual de seus parceiros.

A análise comparativa mostra também que entre 10 e 27% das mulheres nesses países relataram ter sofrido violência sexual em algum momento de suas vidas, cometido por um parceiro ou outra pessoa, mas geralmente por um homem que já conhecia.

Dia 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e dá início a uma jornada que vai até o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos: 16 dias de ativismo contra a violência. Há muitas atividades acontecendo em várias cidades para trazer visibilidade sobre as diferentes formas de violência contra a mulher.

Um aspecto que vem ganhando destaque é a violência que ocorre no ambiente universitário. Uma reportagem denunciou casos de assédio sexual e estupro na Faculdade de Medicina da USP. Além de relatar os episódios de violência, a matéria mostra que há uma cultura de silenciamento, que dificultava denúncias oficiais e a punição dos agressores.

A violência contra as mulheres na universidade é tema de um debate que acontece nesta terça-feira, na Faculdade de Direito da USP. O seminário é organizado pelo Coletivo Feminista Dandara da Faculdade de Direito da USP e o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública. Haverá painéis sobre revenge porn (quando são divulgadas imagens íntimas como forma de vingança), violência sexual e outras formas de violência.

Seminário “Violência contra a mulher na universidade”
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Largo São Francisco, 95, 01005-010 São Paulo
Dia 25/11, das 18h30 às 22h30

A origem do 25 de Novembro
A data foi criada em homenagem às irmãs Mirabal. Patria, Minerva e Antonia eram militantes na República Dominicana, que criaram um grupo de oposição à ditadura de Rafael Trujillo, chamado Las Mariposas. Por conta de sua atuação política, foram perseguidas pelo governo. Em 1960, ao visitar seus maridos na prisão, foram emboscadas por capangas de Trujillo e brutalmente assassinadas.

A morte das irmãs Mirabal causou uma grande revolta no país e foi um importante marco na derrubada da ditadura. Por isso, em 1981, feministas latino-americanas propuseram 25 de novembro – data do assassinato – como dia de luta contra a violência contra a mulher. Em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) incorporou a data.

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