Mais de 70 milhões de jovens estão desempregados no mundo

Trabalho

No Brasil, expectativa é de que o índice de desemprego juvenil passe de 15%

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Da Organização Internacional do Trabalho

A taxa de desemprego de jovens de 15 a 24 anos continua elevada em todo o mundo. Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que, embora tenha parado de aumentar acentuadamente e estabilizado num patamar de 13%, o índice permanece bem acima dos valores registrados antes de crise global de 2008, que giravam em torno de 11,7%. No Brasil, a estimativa da OIT é que o desemprego juvenil chegue a 15,5% este ano.

De acordo com o levantamento da OIT, em 2014, 73,3 milhões de jovens estavam desempregados. Esse contingente representa uma melhora se comparado ao número de jovens desempregados em 2009 (76,6 milhões), logo após o estouro da crise financeira.

As taxas mundiais de jovens na força de trabalho, seja trabalhando ou desempregados, vêm caindo ao longo do tempo. Uma razão é que mais jovens – embora ainda longe do ideal – vêm se dedicando exclusivamente à educação. Contudo, milhões de jovens em países pobres continuam a deixar a escola para trabalhar. De acordo com o relatório, 31% dos jovens em países com baixa renda não têm nenhuma qualificação educacional, comparado com 6% nos países com renda média e 2% nos países de renda mais alta.

O relatório também destaca um persistente recorte de gênero, com as taxas de participação de jovens mulheres no mercado trabalho ficando significantemente abaixo das de jovens homens na maioria das regiões. Elas continuam a ser mais expostas ao desemprego do que eles.

Mais jovens em países desenvolvidos estão conseguindo trabalho, mas a qualidade dos empregos está abaixo das expectativas. E ainda muitos permanecem em situações de desemprego prolongado. Na União Europeia, mais de um terço dos jovens desempregados está procurando emprego há mais de um ano. Os países em desenvolvimento continuam a sofrer com o desemprego estrutural, informalidade e pobreza. Apesar de a pobreza (renda abaixo de US$ 2 por dia) ter diminuído ao longo dos últimos 20 anos, ainda afeta 169 milhões – um cada três – de trabalhadores jovens nos países em desenvolvimento.

Baseado em pesquisas recentes sobre a transição escola-trabalho, o relatório aponta que jovens levam em média 19 meses para ter um trabalho estável. Para jovens com ensino superior esse tempo é três vezes menor do que para os que têm apenas o ensino fundamental. Na maioria dos casos, a transição demora mais para as moças que para os rapazes.

Mudanças nas tecnologias, nos padrões de trabalho e nas relações de emprego demandam ajustes constantes para as novas condições do mercado de trabalho e necessidades de qualificação. Oferecer oportunidades para uma transição para o trabalho decente requer investimentos em educação e treinamento de qualidade, garantias de acesso à proteção social e serviços básicos, além de políticas que garantam o emprego independentemente de gênero, renda ou perfil socioeconômico.

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