Unicamp faz acordo para cursos no território indígena Paiter Suruí

Educação Ensino superior

Expectativa é que acordo seja primeiro passo para criação de universidade indígena no local, em Rondônia

Foto: Antônio Scarpinetti Foto: Antônio Scarpinetti

Da Unicamp

A Unicamp firmou um acordo de cooperação com o povo indígena Paiter Suruí, localizado no município de Cacoal, estado de Rondônia. Com a cooperação será possível o estabelecimento das bases de trabalho conjunto para a realização de cursos de educação superior no território Paiter Suruí, voltados para as sociedades indígenas. O acordo foi assinado pelo reitor da Unicamp José Tadeu Jorge e pelo cacique Almir Narayamoga Suruí, líder maior do povo Paiter Suruí e doutor honoris causa pela Universidade Federal de Rondônia.

Conforme o cacique Almir Suruí, a expectativa é que, a partir do acordo, seja possível a criação, no futuro, de uma universidade indígena no território Paiter Suruí. O líder indígena também ressaltou a importância da cooperação no sentido de capacitar o povo Paiter Suruí para fazer a gestão do seu território, composto por 148 mil hectares de floresta.  Atualmente, vivem no território aproximadamente 1400 pessoas. O primeiro registro de contato com não indígenas aconteceu há 46 anos.

“Esta cooperação é muito importante para o nosso povo. Ela vai possibilitar uma abertura para que tenhamos acesso ao ensino superior de qualidade, com o objetivo de preparar o nosso povo para fazer a gestão do território. Pretendemos levar vários cursos superiores de interesse do povo para o nosso território. Dentro de um plano de 50 anos, nós queremos implementar uma universidade indígena. E esses mesmos professores da Unicamp que estarão no nosso território por meio do acordo de cooperação vão contribuir para criarmos políticas pedagógicas para esta universidade indígena”, explicou o cacique.

Para o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, o acordo deverá contribuir para a preservação da cultura indígena, enriquecendo, ao mesmo tempo, os saberes da Unicamp. “A preservação da cultura indígena e a possibilidade de interação dessa cultura com a universidade tem muito a enriquecer a Unicamp. Essa parceria vai permitir que a Universidade contribua da melhor forma com o conhecimento que gera para que os indígenas possam manter os seus hábitos culturais, disseminar essa cultura e poderem avançar naquilo que entenderem ser mais adequado para o desenvolvimento das suas tribos”, considerou Tadeu Jorge.

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