Com adoção de cotas, aumenta o ingresso de estudantes negros na Unicamp

Educação Ensino superior

Matrícula de candidatos autodeclarados pretos e pardos passou de 23,9% em 2018 para 35,1% em 2019

Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp

Com a adoção de cotas étnico-raciais, o número de estudantes negros que entrou na Unicamp passou de 23,9% em 2018 para 35,1% em 2019. Segundo dados da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), dos 69 cursos oferecidos pela universidade, apenas três (Música Licenciatura, Dança e Estudos Literários) não atingiram o mínimo de 25% de ingressantes autodeclarados pretos e pardos, percentual estabelecido pelo Conselho Universitário em 2017. Por outro lado, em 23 cursos a porcentagem de estudantes pretos e pardos foi igual ou superior a 37,2%, índice da representatividade da população negra no Estado de São Paulo, segundo dados do IBGE.

Além das cotas, a Unicamp diversificou as formas de ingresso: o vestibular tradicional, as vagas olímpicas, o vestibular indígena e o ingresso por meio do Enem. Com relação aos matriculados egressos do ensino médio público, em 33 cursos o percentual foi igual ou superior a 50%. No geral, a Unicamp registrou 47,9% de estudantes que vieram de escolas públicas. No ano passado, o índice foi de 49,2%.

Em 2017, a Unicamp aprovou a adoção da reserva de 25% das vagas para candidatos autodeclarados pretos e pardos e a criação do Vestibular Indígena. Além das cotas, a universidade alterou o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), concedendo pontos a mais no vestibular para candidatos que estudaram escolas públicas no ensino fundamental II e no ensino médio.

 

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