Meninas e mulheres negras nas ciências – Atividade adaptada

Escolha Profissional

O projeto "Tô no Rumo - Jovens e escolha profissional" adaptou a atividade Meninas e Mulheres negras nas ciências para …

O projeto “Tô no Rumo – Jovens e escolha profissional” adaptou a atividade Meninas e Mulheres negras nas ciências para que fosse possível sua aplicação em formato online. A atividade tem como objetivo: dar visibilidade e apresentar a trajetória de cientistas negras e não brancas e discutir a produção científica e intelectual dessas mulheres e sua (in)visibilidade nas ciências exatas, humanas e biológicas.

Materiais: Plataforma de encontro virtual, textos com as trajetórias das cientistas (baixe aqui!), aplicativo para contribuição coletiva de impressões (sugerimos o uso do Padlet ou Jamboard mas há outros app semelhantes).

Processo:

1° Momento: Separe as/os estudantes da turma em 6 (seis) grupos diferentes, para cada grupo compartilhe uma matéria com a foto e a história de uma cientista. As/os estudantes não irão trabalhar em grupos virtuais, essa divisão só será feita para a distribuição (através de encontro virtual, plataforma de mensagens e etc.) dos textos entre as/os jovens. Deste modo, as/os estudantes lerão matérias diferentes.

Compartilhe o link do Mural do Padlet com as/os estudantes. Essa é uma plataforma na qual as/os jovens poderão contribuir com opiniões, dúvidas e sugestões sobre as trajetórias das cientistas que leram, assim como, também poderão visualizar as contribuições de suas/seus colegas. 

2° Momento: Oriente as/os estudantes a acessaram o link do Padlet após terem lido a matéria com a trajetória das personagens, lá, elas/es encontrarão algumas informações relacionadas à mulheres que se destacam no campo das ciências: 

Perguntas do Padlet: 1) Você conhece esta mulher? 2) O que mais chamou sua atenção nesta história? 3) Que tipo de obstáculos essa mulher enfrentou para se tornar uma cientista? Por que você acha que histórias como essa são tão pouco conhecidas? 

As/os estudantes poderão deixar comentários que respondam a essas perguntas no mural virtual (padlet). Não é obrigatório que respondam todas as questões, mas que destaquem o que acharam mais interessante nas histórias que leram.

3° Momento: Após o momento de contribuição das/os estudantes no Mural do Padlet, promova um encontro virtual com todas/os da turma. Proponha a discussão sobre as respostas e comentários às perguntas do mural virtual. Peça que uma/um jovem se voluntarie a apresentar o que achou de mais interessante na trajetória que leu, de modo que considere durante a apresentação, as perguntas que estão no mural virtual. Após a exposição das estudantes das trajetórias de cada cientista, proponha que as/os estudantes discutam as seguintes questões: 1) É comum mulheres negras e não brancas na ciência?  2) O que essas histórias de vida nos ensinam? 


Orientação: Chame a atenção das/os estudantes para experiências mais próximas, por exemplo, quantas professoras de física, matemática ou química negras elas/es já tiveram? Os últimos anos têm sido feitos muitos esforços para dar visibilidade ao que pessoas não brancas conseguiram realizar e que muitas vezes não conseguiram o destaque merecido. Tente relacionar essa desigualdade com fatores ligados ao racismo (sobretudo a ideia, falsa, de que negros e negras tem menos aptidões para atividades intelectuais) e às iniquidades de gênero (retomando a atividade anterior) e como essas duas dimensões vão se interligar. 

Informação: Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) as mulheres negras são apenas 3% das professoras doutoras dos cursos de pós-graduação no Brasil, já os homens brancos, são 43% dos professores. Essa diferença de gênero e raça na academia reflete as dificuldades históricas enfrentadas pelas mulheres negras, como o racismo estrutural. Mesmo quando acessam o ensino superior e a pós-graduação, a escassez de políticas de permanência para essas estudantes contribui para sua ausência nesses espaços. Além disso, mesmo alcançando posições de destaque na academia, a produção dessas mulheres muitas vezes segue na invisibilidade, e é apontada enquanto não científica, principalmente quando trata de temas como raça e gênero.  

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